terça-feira, 11 de novembro de 2014

Mami

Eu tenho sonhos, muitos, por sinal. E não tenho vergonha e nem medo de dizer isso pra ninguém. Eu acredito neles, e acredito que viverei cada um deles no tempo certo. Tenho fé, e isso já é tudo pra mim.
Um dos meus sonhos, o maior deles, é ser/ter a minha família, ser/ter/construir um lar, uma casa, gerar e criar os meus filhos. E é sobre eles que hoje eu vou falar ;)
Seja bem vindo(a) a esse blog, se essa é a sua primeira vez aqui!



Há uns 3 ou 4 anos eu adquiri um costume, do qual quase ninguém que me conhece sabe que eu faço. Faço rigorosamente, e faço com alegria, com vontade, com amor. Eu oro por meus filhos todas as noites. Eu ainda não os tenho, mas sei que terei. Não perco nada abençoando a vida deles.

Há uns dias atrás tive uma experiência em um momento de oração com minhas alunas, meninas entre 6 e 9 anos, na classe infantil da igreja. Planejei um momento em que nós estaríamos orando umas pelas outras, e estaríamos expondo os nossos anseios e pedidos de oração. Costumo dizer que criança além de vazia é também transparente, eu até comparo com uma taça de cristal (em outro post explico o porque). Nesse momento de compartilhamento de pedidos de oração, uma aluna minha de 7 aninhos, repetiu algumas vezes o quanto queria que a mãe tivesse só um pouquinho de tempo pra ficar com ela. Ela não pediu nada além disso, e repetia isso.
Aquilo me chocou. Eu sei que é comum nos dias de hoje as mães não terem tempo para os filhos, pois trabalham fora de casa, estudam e é complicado conciliar tudo (é complicado, e não impossível). Mas apesar de saber disso, doeu em mim ouvir aquilo vindo dela.
Eu orei no mesmo instante em pensamento, e pedi a Deus pra que não permitisse que nenhum dos meus filhos algum dia tivesse esse motivo de oração. O trabalho é bom, é gratificante, mas nada se compara à companhia de uma criança, seja ela quem for.
Aprendi com Helena Tannure à uns anos atrás que, o primeiro ministério ao qual Deus nos chamou foi o de constituir família. Eu hoje em dia estudo e trabalho numa rotina doida em que concilio os dois, ao terminar Design de Interiores eu quero começar a cursar Arquitetura e Urbanismo, faço isso hoje porque quero ser uma ótima profissional amanhã, quero ter o "Sara Lima" muito bem indicado. Mas acima disso tudo, eu quero ser reconhecida como um exemplo de mãe, que apesar de ter toda uma carreira pra manter, sabe cuidar bem do lar.
Eu sempre peço a Deus o privilégio de poder ver meus filhos acordarem todos os dias, dar banho, vestir, colocar pra dormir, levar na escola, sentir o cheirinho, colocar de castigo, ensinar a pronunciar palavras, ensinar a cantar, fazer as vontades, ensinar a tarefa da escola, e essas coisinhas de mãe coruja. Eu quero, faço questão, de estar presente no primeiro dia de escola, ver o primeiro dentinho nascer, ver o primeiro dentinho cair, ouvir sobre os "dilemas" escolares e dar atenção a isso.
Quero fazer como minha mãe, que apesar de ser sempre "durona" (e na infância eu nunca entender isso) foi e é a melhor mãe que Deus poderia me dar. A minha mãe abdicou de trabalhar fora, de ter uma carreira profissional, pra se dedicar a mim e a minha irmã, lembro de que todos os dias ela nos acordava com uma mamadeira de vitamina de banana com nescau, e eu adoraaaaava! Arrumava as duas iguaizinhas, levava pro colégio e mais tarde ía buscar. Forrava o chão do quintal com um tapete e espalhava nosso "baldão" de brinquedos, sentava e brincava com a gente. E quando a gente brincava de guerra ou de outras coisas com as crianças da rua, ela brincava junto. Antes do mundo me apresentar coisas que toda adolescente precisa saber, foi ela quem me ensinou, eu já cresci sabendo o que me esperava na adolescência. É ela quem fica acordada até 00:00h me esperando chegar da faculdade, pra fazer um lanche, pra me contar sobre o dia.
Minha mãe sempre investiu tempo em nós, ela sabe o peso da responsabilidade, ela sabe o que ela ganhou.

Talvez eu nem tenha moral pra falar sobre isso dessa forma, eu nem sou mãe. Talvez pra mim seja fácil falar de abdicação agora, por que eu não tenho contas da casa pra pagar, eu não conheço a situação financeira de ninguém, mas independente do que esteja acontecendo para um filho(a) o que mais importa é a presença da mãe. Pra ele(a) não faz diferença estudar numa escola com mensalidade de R$1.200,00 ou R$ 900,00, pra ele(a) não faz diferença ter o material escolar de melhor marca, pra ele(a) não faz diferença se vai assistir o filme em lançamento no cinema ou em casa de um dvd alugado, o que faz diferença na vida dele(a) é a presença, o cuidado pessoal, o toque físico.

A maioria das pessoas não veem os filhos como deveriam ver na verdade, filhos são bênçãos vivas de Deus pra a gente aqui na terra. Tem noção do que é poder gerar em seu ventre um presente? Tem noção do que é poder abraçar, sentir, ouvir, olhar, cuidar de um presente?
Deus é maravilhoso, e nos concede esse privilégio aqui na terra. Agradeço a Deus por ter me feito mulher, por me escolher pra ser uma geradora de bênçãos, porque ser escolhida pra criar, educar e cuidar de pessoas que na verdade serão propósitos de Deus aqui na terra. Pensar isso pra mim é incrível.


Filhos são vidas, vidas que a gente gera e cria. Minha oração é pra que os meus filhos tenham a melhor mãe do mundo, porque o meu primeiro ministério que Deus me concedeu, eu quero exercer com excelência.


Au revoir!
Texto extraído do Blog Tarinani [16:40 horas - 11/11/2014]

Um comentário:

Fabiana Nunnes disse...

Me emocionei com esse post, e concordo com tudo que você disse! O que mais vemos são mães que querendo ou não acabam se ausentando da vida de seus filhos por ter uma vida corrida e tal... Mas é sempre bom e essencial pra criação dos filhos um pouco de atenção pois por mais que não pareça é super importante para o crescimento deles, em todos os sentidos.